quarta-feira, 16 de junho de 2010

reviravolta

acordou com a sensação de uma contínua embriaguez. levantou com dificuldade. a cabeça doía. resultado da vodca duvidosa. foi até o lavabo e desejou que a água, lançada ao rosto, lavasse as lembranças. olhou no espelho e esfregou os dedos nos olhos para remover a pintura. passou a mão no rosto diversas vezes, tentando arrancar da face os vestígios da noite anterior. chorou. um choro devastador que revelava a dor em seu coração.

o espisódio que lhe roubou o ar desenhou-se diante dela: no canto do bar, antonio, seu noivo há três anos, aos beijos com um colega de trabalho. ao lembrar, sentiu a cabeça rodar. não podia acreditar naquilo e nem podia acreditar ter sido capaz de se entregar à cinco homens, seguidamente, após presenciar a cena que a faria uma mulher da vida.

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